Lewis Hamilton liderou o treino livre do GP da Itália 2025 em Monza, garantindo a dobradinha da Ferrari com Charles Leclerc. A performance pode mudar a disputa do campeonato.
- Criado por: Luciana Rabassa
- Completado em: 6 out 2025
- Categorias: Esportes
No Primeiro treino livre do Grande Prêmio da Itália 2025Autodromo Nazionale Monza, o heptacampeão Lewis Hamilton, agora vestindo as cores da Ferrari, bateu o relógio com 1min20s117, liderando a sessão e garantindo a primeira dobradinha da equipe em casa.
O britânico chegou a Monza com a missão de fazer história, e o resultado não poderia ser outro: Charles Leclerc, companheiro de equipe, ficou logo em segundo, a apenas 0,169s de distância (1min20s286). Carlos Sainz Jr., agora à frente da Williams com motor Mercedes, completou o top‑3 (1min20s650). O cenário, segundo os Tifosi, parecia um sonho já nas primeiras voltas.
Contexto: a Ferrari em casa
Monza sempre foi o palco onde a escuderia italiana busca consagrar a autoridade que tem no coração da Itália. Em 2024, a Ferrari terminou a temporada com 12 vitórias, mas nenhuma dobradinha em um treino livre havia ocorrido desde 2019. A chegada de Hamilton, ao lado de Leclerc, trouxe uma nova dinâmica: o talento britânico, acostumado ao ritmo da Mercedes, trouxe a experiência de sete títulos mundiais para a pista de alta velocidade.
"É incrível sentir a energia dos tifosi quando você entra na pista com o vermelho da Ferrari", comentou Hamilton em entrevista ao rádio da equipe. "Já larguei sim, mas Monza tem um sabor diferente, e estamos aqui para fazer história."
Detalhes da sessão de treinos
O primeiro livre foi marcado por dois blocos de pneus médios, usados inicialmente por Hamilton e Max Verstappen da Red Bull. O holandês, que corre com motor Honda RBPT, ficou em quarto lugar (1min20s692), a 0,575s de Hamilton. Mais tarde, Lando Norris (McLaren, motor Mercedes) e Alexander Albon (Williams) subiram ao pódio dos tempos com compósitos duros, mas não conseguiram superar a Ferrari.
- 1º – Lewis Hamilton (Ferrari) – 1:20.117 (20 voltas)
- 2º – Charles Leclerc (Ferrari) – 1:20.286 (24 voltas)
- 3º – Carlos Sainz Jr. (Williams) – 1:20.650 (25 voltas)
- 4º – Max Verstappen (Red Bull) – 1:20.692 (22 voltas)
- 5º – Kimi Antonelli (Mercedes) – 1:20.940 (25 voltas)
O britânico manteve um ritmo constante nos últimos minutos, voltando à liderança por breves segundos quando o holandês tentou um segmento rápido. Contudo, Hamilton recuperou o topo da cronometragem nos últimos 15 segundos, firmando a dobradinha que fará o próximo fim de semana ainda mais emocionante.
Reações e comentários dos envolvidos
O diretor esportivo da Ferrari, Mattia Binotto, elogiou a performance: "Ter o Lewis aqui eleva o nível de competição dentro da equipe. Hoje vimos que a combinação dos nossos critérios técnicos com a experiência dele funciona muito bem. Estamos confiantes para a corrida de domingo."
Já Leclerc, que tem sido o rosto da Ferrari nos últimos anos, destacou a importância da parceria: "Lewis traz um olhar diferente, e isso nos ajuda a melhorar a zona de ultrapassagem. A dobradinha de hoje é só o começo. Queremos algo parecido na classificação e, claro, no GP."
Do lado da Red Bull, Christian Horner comentou que a equipe ainda tem tudo a ganhar: "Max correu bem, mas o circuito de Monza ainda guarda muitas surpresas. A estratégia de pneus será decisiva, e esperamos que a corrida traga momentos intensos."
Impactos para o campeonato
Com 8 corridas já completadas na temporada 2025, a luta pelo título está extremamente acirrada. Hamilton, que tem 170 pontos após a temporada 2024, ainda busca se firmar na luta ao líder atual, Verstappen, que tem 190 pontos. A dobradinha em Monza pode ser um ponto de virada, já que o britânico mostrou que a mudança para a Ferrari não afetou sua velocidade de ponta.
Analistas da Motorsport.com apontam que, se a Ferrari manter o ritmo dos treinos, a corrida de domingo tem potencial para ser a primeira vitória da equipe na temporada, o que mudaria drasticamente o quadro de pontuação.
Próximos passos
O segundo treino livre acontecerá ainda hoje, com foco nos pneus macios, enquanto o terceiro livre será no sábado, às 14h00. A classificação está marcada para o domingo, às 15h00, seguida da corrida às 10h00. A estratégia de blocos de pneus, que ainda não foi revelada pela Ferrari, será decisiva, sobretudo porque Monza premia a velocidade máxima nas retas.
Para os fãs, o que fica claro é que a presença de Hamilton na Ferrari adicionou um tempero extra ao fim de semana italiano. Se o ritmo dos treinos se transformar em ritmo de corrida, a história da dobradinha em Monza será lembrada como o ponto de partida de uma temporada épica.
Frequently Asked Questions
Como a dobradinha da Ferrari pode influenciar o título mundial?
Se a Ferrari conseguir levar duas escudetas à frente no fim de semana, ganhará até 28 pontos adicionais. Isso reduziria a diferença de 20 pontos que o treinador de Verstappen tem atualmente, colocando Hamilton novamente na briga pelo título.
Qual foi o papel dos pneus na sessão de treino?
Os pneus médios foram usados nos primeiros blocos, permitindo tempos rápidos sem desgaste excessivo. Nos blocos finais, a equipa experimentou compostos duros, que provaram ser menos eficazes nas retas de Monza, resultando em tempos ligeiramente superiores.
Quem mais se destacou na sessão, além da Ferrari?
Carlos Sainz Jr., ao volante da Williams, mostrou que a combinação motor‑Mercedes ainda tem potência. Também impressionou Kimi Antonelli, jovem italiano da Mercedes, que bateu a marca de 1:20.940, aproximando‑se do ritmo dos líderes.
Qual a expectativa para a corrida de domingo?
Especialistas esperam uma corrida de alta velocidade, com drag reduction system (DRS) aberto quase integralmente. A estratégia de parada nos boxes será o fator decisivo, e a Ferrari deve apostar nas janelas de troca mais curtas para manter o ritmo.
O que a torcida italiana pensa sobre a presença de Hamilton?
Os tifosi mostraram entusiasmo e curiosidade. Nas redes sociais, muitos celebraram a chance de ver um campeão mundial vestindo o vermelho. Contudo, a esperança maior ainda é ver a Ferrari subir ao pódio, algo que Hamilton agora parece capaz de proporcionar.
O Grande Prêmio da China 2025, realizado no Circuito Internacional de Xangai, termina no domingo, 23 de março, às 4:00 AM horário de Brasília. Lando Norris lidera o campeonato de pilotos com sua vitória na Austrália, enquanto Oscar Piastri conquistou sua primeira pole position. Lewis Hamilton venceu a corrida sprint representando a Ferrari. A Band e o Bandsports transmitem o evento.
Matteus Slivo
outubro 6, 2025 AT 00:19O desempenho de Hamilton em Monza demonstra que a experiência pode coexistir com a necessidade de renovação. A dobradinha histórica reflete não apenas a velocidade dos carros, mas também a sinergia entre os pilotos. A filosofia da competição nos ensina que a cooperação interna pode transformar resultados individuais em triunfos coletivos. Quando Leclerc completa a sessão logo atrás, cria‑se um efeito de pressão positiva que eleva todo o nível da equipe. Essa dinâmica lembra os ensinamentos de grande mestres que valorizam o equilíbrio entre liderança e apoio.
Ainda assim, não basta ter velocidade; a estratégia de pneus será decisiva para a corrida. A escolha entre compostos médios e duros deve levar em conta a capacidade de manutenção do ritmo nas retas longas de Monza. A Ferrari, ao incorporar a mentalidade vencedora de Hamilton, pode redefinir seu padrão de excelência. A mentalidade de coach que Hamilton traz ajuda a cultivar a confiança de Leclerc nos momentos críticos. Cada volta rápida, cada ajuste fino, contribui para a construção de um desempenho sustentável.
A história demonstra que mudanças drásticas não são sempre bem‑recebidas, mas quando bem‑geridas podem gerar revoluções. Assim, a presença de um sete‑veces campeão na escuderia italiana pode ser um catalisador de inovação. A equipa deve, porém, permanecer humilde diante da complexidade técnica que a pista impõe. Em síntese, a dobradinha em Monza revela que o futuro da temporada está longe de ser previsível. O que nos resta é acompanhar com atenção as próximas sessões, valorizando tanto a velocidade quanto a inteligência estratégica.
Flavio Henrique
outubro 15, 2025 AT 06:33É inegável que a presença de Hamilton enriquece o panorama competitivo da Scuderia. A sinergia entre o britânico e o talentoso Leclerc demonstra um alinhamento quase poético, onde a tradição rosso-carrara encontra a modernidade de sete títulos mundiais. Tal combinação, embora aparente, está imersa em estratégias técnicas que merecem atenção meticulosa. Ademais, as nuances da gestão de pneus poderão ser o divisor de águas que transforma performance em vitória.
Ariadne Pereira Alves
outubro 24, 2025 AT 12:46Ao analisarmos o contexto, percebemos que a dupla Ferrari demonstra uma coerência impressionante, especialmente quando consideramos a consistência dos tempos nos setores críticos; a postura de Hamilton traz, de fato, uma nova perspectiva que complementa a agressividade natural de Leclerc; isso pode, potencialmente, gerar um efeito multiplicador na eficiência de pit‑stop, ao mesmo tempo em que eleva o moral da equipe como um todo.
Lilian Noda
novembro 2, 2025 AT 17:59Isso é só o começo.
Ana Paula Choptian Gomes
novembro 12, 2025 AT 00:13Concordo plenamente, porém é essencial observar que, apesar da empolgação dos tifosi, as variáveis de temperatura e vento podem interferir substancialmente nos tempos de volta; assim, a equipe deverá permanecer vigilante e ajustar o mapa de energia conforme a evolução da sessão.
Carolina Carvalho
novembro 21, 2025 AT 06:26Acho que muitos subestimam o impacto psicológico que a presença de um campeão como Hamilton exerce sobre seus companheiros; quando ele entra na pista, a confiança coletiva parece se solidificar, como se todos os membros da escuderia compartilhassem um objetivo maior. Além disso, o fato de que Leclerc manteve uma diferença mínima indica que a comunicação entre os pilotos está fluindo de forma eficaz. A estratégia de pneus ainda é um ponto que considero crucial, pois a escolha entre médio e duro pode definir quem terá vantagem na reta final. Por fim, vale lembrar que a própria pista de Monza, com suas longas retas, favorece a potência, mas penaliza erros de frenagem nas curvas de chicane.
Joseph Deed
novembro 30, 2025 AT 12:39Embora o resultado seja animador, ainda vejo pouca consistência nos tempos de volta dos demais competidores; isso pode ser sinal de que a Ferrari ainda não encontrou o equilíbrio perfeito entre velocidade e durabilidade dos pneus. Também acho que a pressão dos fãs pode acabar peseando nos pilotos menos experientes.
Pedro Washington Almeida Junior
dezembro 9, 2025 AT 18:53Olha, eu sempre achei que a FIA tem seus segredos; talvez o sucesso da Ferrari hoje seja fruto de algum ajuste escondido que ninguém conhece. De qualquer forma, a voz dos poucos que realmente entendem de tecnologia diz que há mais do que simples habilidade dos pilotos.
Marko Mello
dezembro 19, 2025 AT 01:06É curioso notar como a narrativa oficial costuma esconder detalhes que poderiam esclarecer muito do que acontece nos bastidores das equipes; por exemplo, os dados telemétricos que a Ferrari coleta podem revelar padrões de desgaste que influenciam a escolha dos compostos. Ainda assim, a combinação Hamilton‑Leclerc criou um cenário bastante favorável para a escuderia, demonstrando que, quando há sinergia, o resultado transcende a simples soma das partes. E isso, claro, vale a reflexão sobre como a cooperação pode ser mais poderosa que a rivalidade.
robson sampaio
dezembro 28, 2025 AT 07:19Não me venha com essa história de "primeira dobradinha" como se fosse algo revolucionário; já vimos performances semelhantes em outras pistas, e os números acabam por confirmar que o que realmente importa são as estratégias de pit‑stop. Além disso, o uso excessivo de jargões técnicos só serve para confundir quem não está dentro do círculo íntimo da equipe.