Eduardo Bolsonaro resgata a promoção do programa Terça Livre de Allan dos Santos, apesar das acusações legais contra Santos. A recusa dos EUA em extraditar Santos fortalece as redes de comunicação da extrema-direita no Brasil, exacerbando tensões políticas.
- Criado por: Luciana Rabassa
- Completado em: 9 fev 2025
- Categorias: Política
Eduardo Bolsonaro e a Promoção da Plataforma Conservadora
Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, reacendeu a chama de uma plataforma conservadora no Brasil, promovendo ativamente o programa Terça Livre, apresentado por Allan dos Santos. Essa movimentação ocorre mesmo com as pendências legais enfrentadas por Santos, que fugiu para os Estados Unidos para evitar processamentos por calúnia e difamação no Brasil.
Dos Santos continua a se comunicar através da sua conta no Gettr, uma plataforma apoiada por conservadores nos Estados Unidos, desafiando diretamente uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro que suspendia suas transmissões. A ação de Eduardo Bolsonaro em amplificar o conteúdo de Dos Santos está em linha com estratégias políticas mais amplas, visando solidificar o apoio da extrema-direita contra o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Implicações Internacionais e a Resposta dos EUA
As complexidades legais aumentaram, com os Estados Unidos negando pedidos de extradição de Dos Santos, sob o argumento de que os crimes alegados não estão amparados pelo tratado de extradição vigente. Este fato bloqueou temporariamente seu retorno forçado ao Brasil, mesmo à medida que ele busca asilo nos Estados Unidos, utilizando esse impasse como um escudo contra quaisquer pretensões de repatriação.
A reativação da plataforma Terça Livre reflete mais do que um simples retorno ao debate político; é um símbolo da resiliência das redes de comunicação da extrema-direita, que encontram ecos em plataformas internacionais, como já visto em colaborações prévias. Observadores críticos têm levantado preocupações sobre essa manobra, sugerindo que poderia ser parte de uma estratégia para evitar a responsabilização legal e manter ativas campanhas de desinformação que continuam a inflamar a polarização política já presente no cenário brasileiro.
Eduardo Bolsonaro alertou que líderes do Congresso brasileiro podem ser alvo de sanções dos EUA, citando restrições como bloqueio de contas e perda de visto. O deputado ligou as possíveis penalidades ao impeachment de Alexandre de Moraes e à anistia dos envolvidos no 8 de janeiro. Gleisi Hoffmann reagiu fortemente, acusando traição.